AO AMIGO FELISBERTO

Foto: Tita

Aí está ele, alegre, sorriso maroto nos lábios, como que dizendo:

“Aí, velho, nos encontramos depois!”

Carlos Felisberto era natural de Barueri, estado de São Paulo, onde nasceu em 3 de
agosto de 1946. Felisberto fez duas faculdades. Era bacharel em Ciências
Jurídicas e Sociais e também Filosofia Ciências e Letras, ambas em São João da
Boa Vista, São Paulo.

Chegou em Ji-Paraná em 1979, no dia 15 de dezembro, em março de 1980 ingressava como
professor do governo do antigo Território Federal de Rondônia.

Carlos Felisberto lecionou na Escola Júlio Guerra (1980), Escola Sílvio Gonçalves de
Farias (antigo Colégio Agrícola), foi diretor da Escola Rio Urupá, da Escola
José Francisco, vice-diretor da Escola Lauro Benno Prediger, entre outras
atividades.

Saiu por duas vezes candidato, uma para prefeito e outra para deputado estadual.

Foi casado com Jorgina Buzzatt Felisberto e deixou os filhos Veridiana Cristina,
Thales, Ana Catarina e Carlos Gabriel e os netos Bruna e Matheus.

Felisberto, como eu, era são-paulino, vibrava com as vitórias, que sempre foram muitas, e entristecia com as derrotas, felizmente poucas!

Conversávamos bastante sobre a questão da espiritualidade e ele, sempre voltado para esse
lado, colocava a sua posição à respeito.

Numa coisa sempre concordávamos, que não adianta chorar o passado, devemos construir
no presente o que seremos no futuro.

Gostava bastante de música, de boa música.

Ficávamos ouvindo Jobim, Vinícius, João Bosco, Chico Saenz, Joana, Elis, entre outros
brasileiros e nos ligávamos muito em jazz e blues. Felisberto fez-me copiar o
CD Bourbon Street, que traz uma seleção de intérpretes do jazz e rhythm &
blues, como Charmaine Neville, Davell Crawford, John Cleary e Marva Wright, que
se apresentaram naquela casa, em São Paulo.

De repente essa cara, sem nenhum aviso prévio, despede-se da gente e parte para a
outra dimensão, deixando-nos uma saudade dolente, que teima em não nos deixar.
Mas ao mesmo tempo nos dá a certeza de que está fazendo uma festa do outro
lado. Deve ter encontrado os amigos, parentes etc, que sempre fizeram parte de
sua vida e está feliz, como sempre foi, curtindo o seu novo estado e se
preparando para nos recepcionar, quando chegar a nossa hora.

Deixou o “vale de lágrimas” para estar mais junto das pessoas que ama, para poder
melhor ajudá-los em suas atribulações.

Foi-se, mas deixou lições que jamais esqueceremos, de companheirismo, de paternidade,
de amizade.

Como grande mestre que foi, deve estar se preparando para ser, na espiritualidade,
um bom aluno.

Desejamos que agora, do outro lado, a sua alegria seja plena e que possamos, daqui,
estarmos ajudando com nossas preces o seu completo desenvolvimento.

Que a sua alegria contamine os que estão agora perto de ti, porque nós ficaremos
com a sua saudosa lembrança. Lembrança dos momentos alegres, dos tristes que
passamos juntos e o lamento do tempo que estivemos distantes.

Esse era o Felisberto, a quem abraço espiritualmente e digo: “Até mais ver, meu
velho!”

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Published in: on setembro 5, 2008 at 5:39 pm  Deixe um comentário  

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